Como ocorre a cirurgia para amputação do reto?
- ctocomunicacaointe
- 15 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Caso um tumor seja encontrado no intestino grosso, a cirurgia pode ser o tratamento indicado para removê-lo. No entanto, quando o câncer é localizado no trecho final do órgão, pode ser necessária a cirurgia para amputação do reto.

Pacientes que passaram por esse procedimento terão mudanças no estilo de vida e podem precisar de uma bolsa de colostomia.
O que é o reto e qual sua função para o corpo?
Você já deve ter visto o termo "colorretal" em referência ao intestino grosso. Afinal, o cólon e o reto fazem parte desse intestino, cada um com suas funções no sistema digestório. Se o cólon é responsável em absorver água e sal do material alimentar remanescente que passou pelo intestino delgado, o reto, localizado no trecho final do sistema digestivo, é onde são armazenados os resíduos até a chegada ao ânus.
Já a passagem das fezes do corpo para a evacuação é controlada por um músculo chamado esfíncter, localizado ao redor do ânus.
O que é o câncer de reto e quando a cirurgia para amputação de reto pode ser indicada?
Quando um tumor maligno afeta essa parte final do intestino grosso, ele precisa ser removido de algum modo. Muitos casos de câncer de reto não manifestam sintomas, especialmente nos estágios iniciais da doença, mas podem ser diagnosticados precocemente por meio de exames como a colonoscopia. Durante essa análise, o médico poderá encontrar pólipos no intestino que, apesar da maioria serem benignos, têm o risco de se desenvolver e virar um câncer.
Se detectado no começo, a cirurgia pode ser a única forma de tratamento indicada. Se o câncer já estiver mais avançado, a quimioterapia ou a radioterapia também podem ser consideradas.
Porém, diferentemente de quando a doença está no cólon, a cirurgia para câncer do reto pode ser mais complexa, pois pode implicar na amputação do reto. Uma boa notícia é que, na maioria dos casos, a esfíncter (responsável pelo controle da evacuação) é preservada, assim como o ânus.
A cirurgia de amputação do reto pode ser indicada nos casos de tumores malignos que comprometam a musculatura do ânus e que persistam mesmo após a radioterapia e quimioterapia.”
Como é a recuperação do paciente após a cirurgia do reto?
Após o tratamento cirúrgico, o paciente poderá precisar de uma bolsa de colostomia ou ileostomia para esvaziar as fezes do intestino. Esse dispositivo é inserido por uma abertura no abdômen, que conecta o intestino diretamente à bolsa. Já na cirurgia de amputação, a colostomia é definitiva. Com a preservação do esfíncter e do ânus, o uso da colostomia ou ileostomia é provisório.
Geralmente, o paciente consegue se recuperar e é liberado para retornar à rotina com
boa qualidade de vida. No entanto, algumas sequelas, temporárias ou duradouras, podem aparecer, como o aumento na frequência e urgência de evacuações e a perda de controle de gases e mesmo fezes. Suporte nutricional e fisioterapia ajudam muito na reabilitação.